Tuesday, January 20, 2009


Fotógrafo: Wladimir Fedotko

***
Leve como o vento,
Deixo meus sentimentos fluirem,
Meu corpo ser levado ao infinito.
Sinto o ar que toca minha pele,
Acaricia meu rosto,
E corta com sua frieza tudo o que resta.
O pouco que restava parece ter-se evaporado.
A frieza com que penso e falo.
A falta de amor em que penso no que passou.
O que fica é apenas um resquício de dor,
Dor do que passou,
Do que deveria ser e não foi,
Do que não foi mas deveria.
Deveria?
Deixo o vento levar o passado,
Trazendo um futuro incerto
Porém mais certo que o que passou,
Mais cheio de vida e esperança,
Desejos fartos e doces.
Sonhos preenchem meus dias,
Dias que o vento leva como a poeira,
A poeira mais fina,
Que rodopia em pequenos rodamoinhos
E se perde no ar,
Deixando apenas uma leve lembrança.

Thursday, December 11, 2008


Boreas - John William Waterhouse (óleo sobre tela)

***

É preciso aprender a perdoar
Saber andar do limiar ao infinito
Sentir cada momento
E viver cada segundo
Cada ínfimo segundo como se fosse o único
Aprender a ver a vida como algo belo para todo o sempre
Cada cor, cada brilho
Cada raio de sol e cada gota de chuva
É preciso seguir em frente e enfrentar todos os obstáculos
Enfrentar e vencê-los
Um por um
Cada conquista, cada momento
Todo sentimento é precioso
Mas nada supera um sentimento
Que é composto de carinho e de adimiração
De amor e ternura
Mas não amor de namorados
Amor verdadeiro
Amor que supera tudo
Amor que significa carinho, amizade, cumplicidade
Amor que significa gostar mesmo ferida
Mesmo caído sob as cinzas
Deitado sobre as brasas
Brasas ainda flamejantes do que passou
Do pouco que ficou
Brasas que não interferem no amor ainda sentido
No carinho que permanece
Amor que nos torna crianças
Crianças que brincam e riem
Se completam com um simples olhar
Preenchem os espaços vazios com sorrisos
Fazem birra mas não são capazes de se odiar
Mas apenas de se amar
É preciso saber perdoar e amar
É preciso aprender a ser uma pessoa melhor
Ter um coração maior
E amar infinitamente quem realmente vale a pena
E até quem não vale
A vida pode ser muito mais leve do que parece

Monday, December 01, 2008


Inerte em meu mundinho
Solitário ser
Sentada no canto mais escuro
Um vazio me consome
Dilascera minha alma
Venda meus olhos
Nada mais há
Nada ao alcance
Nada próximo
Tudo é vago
Tudo é obscuro e silencioso
Não sei se bom ou não
É necessário um tempo
Um tempo para pensar, refletir
Colocar as idéias no lugar
Definir quem sou e o que quero
O que realmente quero
O que e quem
Onde e como
Quando e por que
Sinto-me sonolenta
Neste breu que é minha alma
Neste mar imenso e quase infinito
Neste mar de idéias vagas e descompostas
Compostas de dúvidas e incertezas
Sonhos e esperança
É tudo o que resta
Mas o que sonhar?
Gostaria de saber de onde vem a esperança
A pouca que me resta
A que me dá forças para seguir
Seguir neste caminho tortuoso e acidentado
Caminho cheio de desvios e penhascos
Penhascos que percorro pelas bordas
Sentindo o vento me empurrando ao longe
E me puxando para baixo
Para a mais profunda escuridão
Para um fosso infinito de incertezas
O vento lambe meu corpo
Me envolve em seu ar gélido e pesado
Arranca parte de mim
Me arrasta para as dúvidas mais intrigantes
Dúvidas que me cercam e me desnorteiam
Ergo a cabeça e nada vejo
Além do céu sobre minha cabeça
Céu sem expressão
Cinza e sem sol
Sem alegria nem tristeza
Apenas cinza e inerte com eu
Contemplação bizarra
Como se olhos fitassem-me a todo instante
Medissem-me e controlassem-me
E nos momentos mais penosos
Como se estes olhos fossem meus
Lágrimas escorrem e lavam tudo o que há embaixo
Lágrimas frias como os olhos que deles saem
Lágrimas frias que lavam as minhas
Quentes lágrimas
Pedaços de mim
Parte incompleta de mim
Que se desprende sem o menor pudor
Sem a menor consideração
Pedaços que mostram ao mundo partes do que sinto
Pedaços pequenos e complexos de mim
Lágrimas minhas que caem por muitos motivos
E até por quem não merece
Não merece e não sabe quantos pedaços de mim caem ao chão
Nem imagina como me despedaço por um mesmo ser
O mesmo ser que não sente o que sinto
Que não merece sentir nem parte de todo o carinho
De todos os pequenos raios de sol que cultivei por míseros segundos
Míseros que renderam bons momentos
Bons momentos que se desfazem a cada segundo
E logo após vem a chuva
A fria chuva que varre meu sol
Meu sol, minha luz e meus raios de esperança
Meu mundo
Meu triste e pequeno mundo
Mas, ao longe, sempre há um pequeno raio de sol
Um pequeno raio de sol para ser algum dia
Algum dia nestes meus longos dias de jornada

Tuesday, November 25, 2008




I Guess I Loved You

Lara Fabian


http://www.youtube.com/watch?v=d71hTl1iMuc


Composição: Lara Fabian

Now
Tomorrow is all there is
No need to look behind the door
You won't be standing there no more
I had my chance
To dance another dance
I didn't even than realise
That this was all love and no lies
Then I lost you
While

I guess I loved you
Less, less than I should
Now all there is
Is me and me
I turn around and all I see
The past where I have left our destiny

Now
Tomorrow is a mystery
I cannot live without a dream
Vanishing from reality
I wanna know
Would you come back to me?
Now that I've finally realised
You are my home
You are my life
I need you...

I guess I loved you
Oh, less, less than I should
Now all there is
It's me and me
I turn around and all I see
The past where I have left our destiny

I guess I loved you
Ah, less, less, less, less than I could
And now it's time
Another round
To mend both of our broken hearts
To tell you how much I can love you now

I guess, I guess I loved you
I guess I loved you

Tuesday, November 04, 2008



Alguém se importa?
Será que isso realmente faz alguma diferênça?
Sinceramente, eu não sei
Prefiro muito mais que signifique algo para mim mesma
Não que o que os outros pensem não importe
Mas não diferencia em nada o meu jeito de se e de pensar
Não mais
Com meus próprios erros me tornei mais forte
E agradeço a quem me fez sofrer
Por terem me transformado no grande espírito inabalável que sou hoje
Não que nada me atinja,
Mas não a indiferênça, a ingratidão,
A inimizade e a inveja
A falsidade camuflada de belo anjo
Ser alado que acolhe os fracos e desamparados
Acolhe-os e os esmaga
Torna-os menores e mais oprimidos
Já não me atinje mais tanto quem não se importa comigo
Mas ainda me atinje quem muda
Quem finje ser alguém que não é
Quem parece um anjo
E, a um piscar de olhos, vira fumaça negra e tóxica
Invade meus pulmões, meu peito
Minha alma entorpecida
Adormecendo este corpo e transformando-o em nada
Na maior frieza deste mundo.
Apenas gostaria de ser mais forte que isso.
Superar mais facilmente
Ter tudo ao meu alcance
Mas isto leva tempo
Então, que o tempo se encarregue de beneficiar e punir quem merece
POis tenha certeza que o que vem, um dia volta
E, as vezes, em dobro.