Wednesday, October 03, 2007



Até que ponto estamos vivos?
Até que ponto sentimos nossos corpos?
Alguém compreende?
Corpos que se tocam física mas não espiritualmente.
As almas estão distantes.
Alguém se importa?
Um toque de carinho, um abraço sincero.
É isto o que falta.
Que os corpos se aproximem e sintam verdadeiramente um ao outro,
Seja que for,
Amigo ou amor.
As mentes vazias não reconhecem o valor de um toque,de um sentimento
Apenaso carnal, o mais fácil.
Já tocaste na alma de alguém alguma vez?
Aposto que sim, mas para ferí-la, mesmo que inconscientemente.
Não quero chorar, mas lágrimas escorrem.
Já não tenho mais problemas,
Mas sinto que este, sim, é o problema.
É isto o que causa desconforto.
Não há com o que se preocupar.
O vazio que existe dentro de mim parece ficar maior.
Falta algo.
Algo que não sei dizer se está ao meu alcance
Ou se terei de esperar, até achá-lo.
Alguém sabe responder?
Acho que não.
Cada um reage de um jeito,
Mas, no fundo, somos todos iguais.
Todos sentimos dores, vazios intermináveis,
As vezes em graus menores ou maiorres, mas sentimos.
O ser humano nunca se contenta com o que tem?
Talvez seja extremista, mas em parte verdade.
Todos querem algo a mais em suas vidas,
Mas a solidão é algo que deve ser preenchido,
Não podemos viver sozinho eternamente.
Momentos solitários são necesário,
Mas não uma vida inteira.
Que nossos olhos percam um pouco das nuvens que são repletos
Para que nos permitam ver ao menos o caminho a trilhar,
Onde encontrar e o que.
Que nossos corações parem de sangrar ao menos um pouco
Para podermos respirar em paz ao menos uma vez.
Que nossos lábios curvem-se num leve sorriso para confortar nossas almas.
Que o sol brilhe por entre as nuvens negras de nossos dias,
Que seus raios esquentem nossos frios corações,
Corações congelados com o tempos,
Partidos e estilhaçados por sofrimentos.
Que a vida fique mais amena,
Que nossas amarras sejam soltas,
Que possamos tocar ao próximo sem o medo de ferirmos a nós mesmos.
Que, que, que.
E que respire fundo para mergulhar novamente em sua escuridão interior,
Seu mundo,
Seu querido e frio mundo
Para voltar a congelar o coração levemente degelado por um fiapo de alegria,
Alegria, ou nem tanto,
Um leve desaperto na garganta sempre sufocada por várias mãos,
Prinipalmente as nossas próprias.
Que um dia, ao olharmos para o céu vejamos nosso passado,
E que este passado reacenda a chama em nossos corações,
Mostrando que ainda há esperança.

2 comments:

Vincent Alberic said...

"As palavras que escrevo não são suficiente para me expressar.
O que digo não é suficiente para fazer acontecer.
Tudo fica escondido, atrás de gestos, atos simples, cheios de mistério e significado.
Assim acredito ser o mundo, ou qualquer outro lugar.
Almas ficam perdidas, contando estrelas.
Sonhos se quebram, se mostram mais frageis que cristais.
Lágrimas caem, e não sabemos porque. Encontramos soluções... mas também novos desesperos. nos angustiamos, desesperamos, andamos. Vamos longe, o caminho parece nao terminar....
Almas perdidas, irão se encontrar.
Sonhos estilhaçados, vamos reconstruir.
Refazer as costuras , cicatrizar feridas, começar um novo caminho,
é o que deve ser feito."

well, jah q eu nao sabia o que comentar, escrevi isso aqui... soh isso por aki(qualquer adicional eu mando scrap)
bjos

th4nat0s said...

uia sempre mantendo a boa reputação nos textos hein fê ^^

td bem com vc meo, fica sumindo toda hora ae para de ser chata catizzo ;P

bjuSss!