Tuesday, November 04, 2008



Há atitudes que ferem
Que marcam
Toca-me e larga-me
Deixa-me só
Empurre-me e puxe-me de volta
Finja que não se importa
Finja que um dia não ira sangrar como eu
Deixe que a brisa leve e fresca se torne pesada e fria
Que seus dedos me toquem
Toquem-me e raguem-me como papel
Acaricie-me como se me odiasse
Usa-me e descarta-me
Pois é tudo o que sabe fazer.
Mas fazer o que, se eu sou cega,
Se, por mais que veja, não quero enxergar?
Não quero entender
Não quero sentir
Não quero seguir em frente
Pois prendeu-me a seu corpo
Fez-me gostar do que sempre neguei
Do que sempre finji nunca ter sentido
Ocultei por muito tempo um sentimento
Um sentimento que agora é desenterrado
E aflora cada vez mais forte
Mais intenso
Porém, sinceramente?
Cansei de você.
Por mais que isso doa
Por mais que eu sofra
Por mai que isso pareça impossível
Se é distância o que quer
Será o que terá.
Minhas lágrimas escorrem
Quentes e trêmulas pelo meu rosto
Lágrimas que por quem escorrem não são merecidas.
Lágrimas não pela perda de um amante
Lágrimas pela perda de um grande amigo.

Wednesday, October 22, 2008




É impossível atar o que não foi feito para se juntar
É impossível reverter o que já foi feito
O que foi sentido não se reverterá
Nada mudará
Apenas o que está por vir
Tudo tem uma validade
E a nossa se esgota a cada segundo
O fino fio de esperança se desfia
Se rompe aos poucos
Agonizando a cada segundo
Desperdiçando lágrimas
Sangrando sem dó
Rasga este coração
Corta em mil pedaços
Me abraça
Me envolve
Me aquece em seus braços
Me une
Une os pequenos cacos que sobraram de mim
O cacos que já não encaixam mais
E tenta juntar com os seus
Pedaços falhos de gente
Gente que sofre por tentar ser feliz
Joga fora
Despreza o que tem
Pisa no que restou
Me delicia com seu sorriso falso
Sua hipocrisia surpreendente
Sua mão quente em minha pele frágil
Seus lábios que se apertam aos meus
Me envenenam deliciosamente
Me inebriam a cada beijo
Desnorteia-me loucamente
E me joga ao léu
Deixa flutuar este corpo que roça ao seu
Pega-me no ar e me leva para longe
Leva-me para longe de mim mesma.

Tuesday, October 21, 2008




Doce brisa
Amortece meu ser
Turva minha visão
Deixa escorrer o licor nos lábios
Gentil toque que rasga
Corta e mutila
Suave dor
Sentimento confuso
Inebria minha alma
Confunde o certo
Enche de incerteza
Deixe a dúvida do existir
Deixe a certeza da dúvida
O sentimento desconhecido
Defina o que é
Sinta seu verdadeiro poder
Deixe-se levar
Mergulhe de corpo e alma
Apenas não olhe para trás
E não veja o que poderia ter sido
O que não deveria ter sido
O que jamais teria sido.

Monday, October 20, 2008


Há dias que deveriam ser simplismente infinitos
Longas horas de prazer e alegria
Instantes repletos de felicidade
Brisa morna que aconchega o coração
Leveza suprema que nos leva
Nos envolve e cativa
Dias curtos por serem tão bons
Momentos infinitos em toda sua plenitude
Momentos curtos por serem infinitos
Infinitamente bons
Segundos que levam horas
Mas que deveriam durar dias
Dias e mais dias

Thursday, October 16, 2008




O mundo gira
Não há como parar
Dias sem cor
Dias frios ou quentes
A alma adormece
Entorpece de solidão
Respira o frescor da brisa
A brisa que corta
Que fere por tocar
Fere por falta de toque
Sem sentir o calor
Sem o leve sopro da respiração
Pele quente
Lábios molhados
Um vazio
A plena solidão
Não há sentimento
Os raios de sol não alcançam
Não iluminam o caminho
O caminho para dias mais felizes
Quem sabe, o caminho seja este
A trilha da felicidade pode ser dolorosa
Dor e sofrimento para a felicidade
A estagnação contagia
Mas não é solução
É preciso trilhar um caminho
Mudar o rumo
Encontrar o braço que vai confortar
O braço quente que vai ampara quando precisar
O peito que bate junto ao seu
A respiração profunda
Sobe e desce
Corações batem juntos
Mãos se entrelaçam
Almas se unem
Momentos eternos
Que duram minutos ou segundos
Minutos que duram horas
Olhares que envolvem
Que conversam sem ao menos uma palavra
Eleva a alma a um ponto inalcançavel
Preenche o vazio
O que não há
O que falta
Que, por alguns momentos,
Seja quem falta